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Atual cenário da pecuária leiteira regional: Dicas e orientações técnicas de manejo

Atual cenário da pecuária leiteira regional: Dicas e orientações técnicas de manejo

Publicado em: 15 de maio de 2024 Categorias: Notícia

O Rio Grande do Sul foi atingido pelas fortes chuvas e enchentes. De modo geral, a região Fronteira Noroeste não foi tão prejudicada como a região dos Vales e a Serra Gaúcha.

Apesar dos impactos serem menores, a região apresenta lavouras de milho que ainda não foram cortadas para ensilagem. Em razão do excesso de chuvas, houve um aumento considerável na ocorrência de doenças. As lavouras acabam sendo cortadas em condições de maior maturidade, ou seja, maior teor de matéria seca, implicando em maior dificuldade para processar os grãos.

A equipe de Produção Animal da Cotrirosa tem reforçado aos produtores de leite sobre a importância dos processos de compactação e vedação do silo, que são fundamentais para garantir a eficiência do processo de fermentação do material ensilado. O uso de inoculante é outra ferramenta essencial que deve ser utilizada, garantindo que não ocorra fermentação indesejada, contribuindo, também, para melhoria do processo de fermentação.

A cultura do trigo também pode ser usada para suprir a falta de silagem de milho. O trigo para silagem apresenta uma produção interessante por hectare (20-30t/ha), com um custo de implantação da lavoura bem inferior quando comparado ao milho. Portanto, tendo em vista a dificuldade em estocar quantidade e qualidade de volumoso para o rebanho, o trigo pode ser uma alternativa para completar a demanda para o correto planejamento forrageiro da propriedade.

Já os produtores que têm sistemas de criação baseados em pastagem com ou sem volumoso, precisam estar atentos à incidência de problemas relacionados à locomoção dos animais. A ocorrência de problemas de cascos tem aumentado de forma significativa devido à umidade. A orientação é utilizar linhas de rações e minerais que possuem em sua composição biotina, para fortalecer cascos. Além de fornecer a biotina, é preciso atenção para a dose diária necessária para que ocorram os efeitos benéficos (20mg/animal/dia).

O excesso de umidade também contribui para uma maior incidência de mastite, doença infecciosa no úbere. Para evitar gastos desnecessários com medicamentos, o indicado é investir na ‘’cultura bacteriana’’ que serve para identificar qual o agente causador da infecção, utilizando um protocolo de tratamento que seja mais assertivo.

Outra estratégia é a realização do antibiograma, um teste que tem como objetivo fornecer informações sobre quais antibióticos apresentariam os melhores resultados para a terapia da mastite, evitando assim o uso de medicamentos/princípios ativos dos quais os agentes causadores apresentam resistência.

Nas propriedades que utilizam pastagem de inverno (trigo, aveia, azevém, entre outros), espécies que são pouco tolerantes à umidade excessiva no solo, é importante se atentar às pragas e ocorrência de doenças, para que a produtividade e a qualidade do alimento não sejam prejudicadas. Quem ainda não implantou a pastagem, a dica é aguardar alguns dias de sol pleno para implantação, evitando problemas de germinação e enraizamento.

‘’Com esse conjunto de informações buscamos orientar o nosso associado e cliente, para que esse período turbulento seja superado da melhor maneira possível. O nosso time de Produção Animal está à disposição para auxiliar e analisar as estratégias de cada propriedade’’, reforça o Coordenador de Produção Animal da Cotrirosa, Djonatan Machado.

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