Pesquisa desenvolvida na Cotrirosa é selecionada para um dos principais eventos de pós-colheita do Brasil

Pesquisa desenvolvida na Cotrirosa é selecionada para um dos principais eventos de pós-colheita do Brasil
Publicado em: 3 de agosto de 2026 Categorias: Inovação e tecnologia, Grãos, Notícias
Um estudo científico desenvolvido na Cotrirosa, em Santa Rosa, foi selecionado para ser apresentado na IX Conferência Brasileira de Pós-Colheita - Abrapos, um dos principais eventos técnicos e científicos do setor no país. A pesquisa será apresentada entre os dias 12 e 14 de agosto, em Carambeí (PR), reunindo pesquisadores, professores, cooperativas e empresas para discutir inovação, armazenagem e conservação de grãos.
A autora do trabalho é a engenheira agrônoma e gerente de Agronegócios da Cotrirosa, Rafaela Reginatto. Entre dezenas de pesquisas inscritas, seu estudo foi classificado entre os melhores do país. Além da apresentação durante o evento, sua pesquisa será publicada nos anais oficiais da maior conferência do setor no Brasil.
O trabalho, intitulado "Quebra técnica em grãos de soja decorrente de dano mecânico", investiga um problema que costuma passar despercebido, as perdas provocadas por danos sofridos pelos grãos durante as etapas de colheita, transporte e armazenagem.
A pesquisa identificou um aumento de 0,18% na quebra técnica em grãos danificados mecanicamente. Projetado sobre um volume de 2 milhões de sacas, esse índice representa uma perda financeira estimada em R$ 1,76 milhão em oito meses, período médio em que o grão permanece no silo, mostrando como pequenas falhas no manuseio podem custar caro em operações de larga escala.
O estudo nasceu como Trabalho de Conclusão de Curso de Rafaela na Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, sob orientação da professora Tânia Bayer, doutora em Fitossanidade pela UFPel. Mas foi na prática que a pesquisa ganhou forma. Com apoio do gerente de Grãos da Cotrirosa, Marcos Bogler, o trabalho foi conduzido diretamente na unidade armazenadora da matriz, unindo teoria acadêmica à prática da rotina operacional.
Para Rafaela, a seleção representa mais do que um reconhecimento pessoal.
"Estou muito feliz por representar a Cotrirosa e levar o nome da nossa cooperativa em nível nacional. Além de apresentar esse trabalho, vou aprender muito. É um evento fantástico para minha carreira profissional e acadêmica."
A classificação do estudo entre os melhores do país mostra que boas ideias não nascem só em grandes centros de pesquisa ou em universidades federais; muitas vezes, começam no dia a dia do armazém, observando um problema que todo mundo vê, mas poucos param para medir. Isso também é um sinal de que o Noroeste gaúcho vem, cada dia mais, ganhando espaço na discussão sobre inovação no agronegócio brasileiro. Hoje somos reconhecidos como Berço Nacional da Soja, mas, por meio de estudos como este, muito em breve também passaremos a ser reconhecidos como berço de pesquisa, tecnologia e inovação do agro brasileiro.
Além do reconhecimento científico, a pesquisa deve gerar impacto prático dentro da cooperativa. A expectativa é que os resultados ajudem a orientar mudanças operacionais capazes de reduzir os danos mecânicos aos grãos durante o armazenamento, menos perda, mais eficiência.
Ao participar da Conferência Brasileira de Pós-Colheita, Rafaela leva junto o nome de Tuparendi, Santa Rosa e de todo o Noroeste do Rio Grande do Sul, mostrando que ciência de ponta também se faz dentro de uma cooperativa do interior.

